Pode ser que você não saiba dizer com todas as palavras o que é inflação, mas temos certeza que seu bolso já sentiu ela no seu dia a dia.



Certeza, que você já foi ao mercado e reparou que gastando o mesmo dinheiro, você hoje sai com menos sacolas do que antigamente? Isso é o que a inflação faz.

De forma simples, a inflação nada mais é do que aumento dos preços de produtos e serviços.

Ou seja, essa alta pode ocorrer sobre os produtos que você compra no mercado, na gasolina, no restaurante, no salão de beleza, entre outros.

Por isso é tão importante, você como MEI entender como funciona a inflamação, e saber como aplicar esse aumento no seu negócio.

Neste texto, vamos te contar tudo que você deve saber sobre inflação, por que ela afeta a sua vida e principalmente seu negócio.

Como você viu acima, a inflação é o nome dado ao aumento generalizado no valor de produtos e serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, chamados de índices de inflação, medidos pelo (IBGE) que contabiliza dois dos mais importantes índices: o IPCA e o INPC.

O IPCA, que significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é o mais usado. Ele é o que está mais presente no nosso dia a dia e está sempre na televisão.

O governo federal usa o IPCA como o índice oficial de inflação do Brasil. Por isso, quando as pessoas se perguntam o que é inflação, é a esse índice que elas se referem.

O objetivo do IPCA é medir a variação mensal de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. Nessa cesta estão itens como arroz, feijão, passagem de ônibus, conta de luz, roupas, médico, entre outros.

Muitas vezes as pessoas sabem o que é inflação, mas não entendem os motivos para que ela aconteça. Por que temos inflação e por que os preços aumentam?

A inflação acontece por uma série de fatores, e muitas vezes uma acaba puxando a outra.

Abaixo listamos alguns exemplos simples para te ajudar a entender na prática.

Oferta x demanda - se a procura por um item ou produto crescer de uma hora para outra, o preço tende a subir. É a chamada inflação de demanda.

Esse, que é um dos tipos mais comuns de inflação, ele acontece porque, se a procura por esse item cresce muito e a oferta não consegue acompanhar o mesmo ritmo, então fica mais difícil conseguir adquiri-lo. Assim, o valor se torna mais caro.

Experimenta comprar um guarda-chuva no meio de um temporal, provavelmente vai ver que o preço é mais caro do que em dias sem chuva.

Outro exemplo atual, é o que aconteceu com o papel higiênico e o álcool em gel no início da pandemia, em 2020. Como muitas pessoas compravam esses itens em grandes quantidades e a procura era alta, os preços dispararam.

Por outro lado, se o item é pouco procurado, o preço tende a cair, porque a demanda por ele é menor.

Custo de produção - se o preço dos materiais usados para fazer um produto sobe, o valor desse produto consequentemente vai aumentar. É a inflação de custos.

Foi o que aconteceu com roupas também durante a pandemia. Os tecidos se tornaram mais caros e escassos e, com isso, o preço do vestuário subiu.

Aumento de impostos - se um empresário ou produtor precisa pagar um valor mais alto de imposto, ele repassa esse aumento para o item que ele vende.

Como consequência, o consumidor deve pagar mais caro.

Excesso de dinheiro - se o governo “imprime” mais moeda para conter algum problema, por exemplo quando ele gasta mais do que arrecada, esse volume de dinheiro pode ser maior que a oferta de produtos e serviços disponíveis. A lógica é simples: com mais dinheiro em circulação e menos onde gastar, os preços irão aumentar.

Já a alta de preços controlada é um fenômeno proporcional quando o país também cresce.

Por isso, se um país começar a produzir mais riquezas, terá baixo desemprego e se a renda da população aumentar, é esperado que os preços dos produtos aumentem na mesma proporção.

Mas, quando não há esse equilíbrio entre crescimento de riquezas e aumento de preços, a inflação pode ser uma vilã para o nosso bolso, porque reduz o poder de compra das pessoas.

É comum que que quando observamos a alta de preços nas despesas da nossa casa ela sempre parece ser maior do que divulgado na televisão?

Mas, é muito simples de entender por que isso acontece. Na prática, é porque os produtos consumidos regularmente na sua casa podem ser diferentes dos produtos consumidos em média pelo resto da população.

Pode ser que, na sua casa, você consuma justamente os produtos que ficaram mais caros no mês, exemplo: gás de cozinha, combustível, etc...

Nesse caso, a inflação na sua casa será bem maior do que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA.

Por exemplo, uma família que tem dois filhos em idade escolar e dois carros na garagem, terá em casa uma inflação diferente e, provavelmente maior, do que a oficial.

O bolso dessa família claramente, será maior com a alta de preços do que o bolso de uma família sem filhos e sem carros.

Essa pesquisa analisa o que a população consome e quanto da renda familiar é destinado para cada grupo de produtos.

Por exemplo, quanto consumimos em alimentação, vestuários, saúde, educação etc.

A inflação, leva em conta não apenas a variação de preço de cada item, mas também o peso que ele tem no orçamento das famílias.

Já ouviu alguém falar que sobrou mês no final do salário? Essa sensação explica como a inflação afeta o nosso bolso e ela está relacionada a algo bem conhecido: poder de compra.

Mas o que é poder de compra? é simplesmente a sua capacidade, ou melhor, a capacidade da sua renda ou do seu dinheiro, de comprar coisas.

E como a inflação afeta o seu poder de compra? Simples, se a variação do seu salário de um ano para o outro for menor do que a inflação, você perde seu poder de compra.

Por exemplo: quando você ganha o mesmo salário, ou nunca aumenta o valor do seu trabalho como prestador de serviços, nem dos seus produtos, mas os preços dos produtos adquiridos pro seu comércio aumentam muito.

Outro exemplo: você teve um aumento de 5% no seu salário, mas a inflação subiu 10% naquele período, isso significa que o seu poder de compra caiu.

Isso acontece porque os preços subiram mais do que o seu salário.

Se a inflação e o seu salário têm a mesma variação, seu poder de compra se mantém. Por outro lado, se você receber um aumento superior ao avanço da inflação, seu poder de compra vai aumentar.

Fica a dica: na hora de calcular o valor das suas horas como prestador de serviços ou produtos, veja quanto foi a variação da inflação e aumente o seu preço, faca isso sempre em janeiro de cada ano, esse aumento ele deve ser equivalente ou maior.

Exemplo: IPCA em 2021 fechou em 10,06%, e se você cobra R$100,00 por hora, comece a cobrar R$110,00.
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